ReFiSeFuQui: O que é isso??
Olá, pessoas!!!
Estou retomando essa semana o blog, que ficou parado durante a Copa do Mundo!
E volto já comentando um assunto muito em voga no mundo Linux: o ReFiSeFuQui.
Mas o que cargas-d’água isso significa?
Simples… essa é a abreviação para a colossal massa de tempo, esforço e dinheiro desperdiçado em prol do ego próprio, mas sem, obviamente, ser esforço em de ajudar a comunidade de código aberto/software livre: as famosas “Remasters de Fins de Semana e Fundos de Quintal”!!!
Essas m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s coisas são provas de que, se não está contente, pode mudar o papel de parede e lançar algo novo sem ter medo de ser esculachado, e ainda será agraciado com uma palestra num FISL futuramente…
E os argumentos para apoiá-las são sempre os mesmos: “Tive dificuldade com o Várzea Linux, então, criei o Aspira Linux para ser mais fácil e mais rápido…”, ou então “Quero ajudar a comunidade de CA/SL a disseminar o nome do Linux…”, ou pior… “Essa distro é brasileira, criada para nosso usuários, nosso Brasil, tão carente de distribuições em nossa língua…”
Obviamente, isso virou uma religião para alguns usuários Linux. E se tornou algo tão xiita que você poderá ser apedrejado em fóruns de fanáticos por essas ReFiSeFuQui’s, com argumentos como: “Você não sabe o que é CA/SL…”, ou “Está com inveja porquê não sabe fazer a mesma coisa…”, ou o pior de todos os argumentos… “Você é contra o Linux…”
ReFiSeFuQui’s nada mais são que só isso mesmo: REMASTERS feitas no tempo livre EM FINS DE SEMANA nos FUNDOS DE QUINTAIS, sem a menor preocupação de criar algo novo e que demonstre em poucas palavras uma evolução real e concreta do que foi feito até hoje, ao contrário, demonstram o total despreparo de algumas pessoas, o grande e inchado ego dos chamados “times de desenvolvimento” e a total falta de respeito com uma comunidade de programadores e distribuições sérias.
Geralmente, quando você pega uma ReFiSeFuQui Linux, distribuidas e criadas via blogs, fóruns e sites, e a testa, dá a impressão de ter alguma novidade, pois sempre colocam em suas páginas web arugmentos como: desktop 3D, atualização, segurança, otimização, painel de controle, etc., etc. e etc. . Em meia hora de uso da ReFiSeFuQui Linux, você já sente um certo enjôo, pois vê que de onde ela foi baseada, pouca coisa ou nada mudou. O refisefuqueiro mudou nada mais que papéis de parede e temas de ícones.
Isso sem falar que, no interior, a ReFiSeFuQui Linux ainda baseia suas atualizações e todo o serviço de estabilização, correção de segurança e implementação de novos serviços nos servidores da distribuição em que se baseiam, ou seja: vivem na carótida de distribuições que gastam seu tempo e dinheiro tentando melhorar seus sistemas, e os sanguessugas grudam neles, sem ao menos oferecer algo em respeito á distribuição-mãe, isso quando não omitem TUDO que a distribuição-mãe oferece.
Essa (ou essas) ReFiSeFuQui Linux não mudam absolutamente nada no sistema. Aplicam patches, atualizam programas e não dão créditos sobre os criadores verdadeiros. Não escrevem uma só linha de código para corrigir bugs no kernel Linux ou aplicações. E o pior de tudo: desrespeitam a GPL em muitas cláusulas, onde o responsável (ou responsáveis) pela ReFiSeFuQui Linux não oferecem nem o código-fonte da remaster, jogando a responsabilidade totalmente nas costas das distribuições, tentando tapar o sol com uma peneira, dizendo sempre que, nesta hora, é uma “distro baseada em outra distro”, usando o argumento do João Sem Braço e muitas vezes argumentando sem ler ou mesmo ignorando esse ponto da GPL.
Essas ReFiSeFuQui’s Linux mostram o pior do pior dentro da comunidade CA/SL. Pessoas egocêntricas, preocupadas mais em manter seu nome acima daquilo que oferece, e oferecendo algo que não corresponde muitas vezes à realidade. Esse tipo de coisa é que afasta o usuário leigo, pois vê milhares de opções desconexas, com poucas diferenças entre si, e acaba por não entender o que é realmente Linux ou distribuição.
Como disse no início, são desperdiçados esforços em comum. Muitas vezes as ReFiSeFuQui se baseiam em um script ou algum diferencial somente. Se todas se juntassem, juntassem seus esforços e suas pequenas criações, teríamos algo único e gigantesco, que facilitaria para um leigo. Mas o êxtase em ter seu nome como “criador, mantenedor e Deus da ReFiSeFuQui” é o que manda.
O refisefuqueiro jamais aceitará ser um subalterno no time. O refisefuqueiro quer ser o seu próprio ReFiSeFuQuer, quer refusificar à todos, quer que os seus lacaios refisefuquem mais ainda em seu nome e em nome de uma coisa que nada representa o espírito verdadeiro do CA/SL, ao contrário o deturpam: unir-se em uma comunidade para levantar o nome do Linux, e o bem comum deveria ser somente isso.
P.S.: Aspira Linux é a prometida e esperada remaster do Várzea Linux, que o Nerdson ainda está tentando terminar (ou foi descontinuada, sei lá), participante do programa “One Distro Per Child”, onde todas as ReFiSeFuQui’s Linux estão incluidas também…
Glenn Hummes
Direto da redação do Linux BR =D
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há 1 ano atrás
Quais as opiniões de vocês sobre o Big Linux?
Já adianto que não sou nenhuma xiita, o Big Linux foi somente a primeira distribuição que usei, durante bastante tempo, e que abandonei basicamente porque achava o gráfico de muito mal gosto. Tinha o avatar (horroroso!) do desenvolvedor metido em tudo, era um boneco verde que me dava arrepios cada vez que aparecia na tela. Achando isso extremamente egocêntrico, virei logo usuária de Ubuntu. Já usei Arch e Debian também, mas voltei pro Ubuntu pela facilidade de fazer tudo… E ainda quero experimentar Gentoo. =D
Enfim, quem entende do assunto poderia me dizer o que foi exatamente desenvolvido no Big Linux e não veio de outra distro?
há 1 ano atrás
Obrigado pelo post, Helena!
Eu vou dar minha opinião pessoal sobre essa remaster, que aliás, expliquei em comunidades no orkut.
A Big Linux nada mais é que uma remasterização, e já esteve no centro de várias discussões sobre o descumprimento da GPL por parte do(s) desenvolvedor(es). Minha crítica é mais técnica, se pegam um software GPL, distribuam nos mesmos termos destas. Apoiar-se em servidores de terceiros, deixando atualizações, estabilizações e correções à cargo da distro-mãe (KUbuntu) não traz segurança à uma empresa que queira adotá-la por ser fácil. É uma remaster fácil de usar, mas serve como o Kurumin serviu (e pelo menos o Morimoto falava a real), somente para propósito pessoal e para apresentar o GNU/Linux ao usuário iniciante. E só. E se essa apresentação já cai em uma remaster que descumpre algo sério como a GPL, como um iniciante irá entender esse mundo? Software Livre = Software que pode ser modificado e “roubado” sem dar crédito à quem merece? Isso é o que o BL e outras Refisefuqui fazem, e é fato.
há 1 ano atrás
Corrigindo: “mau gosto”. =)
há 1 ano atrás
Cara, gostei muito do seu texto e concordo com você em tudo!
Tem um monte de distribuição que você instala e quando vai ver, é um Ubuntu “melhorado”. Não tenho nada contra o Ubuntu, até porque uso-o. Mas os caras ao invés de sugerirem uma melhora para o pessoal que o desenvolve, fica criando estas distribuições carrapatas (sem pai, porque carrapato não tem pai )
Por isso que eu uso Ubuntu, e acho que as demais distribuições deveriam adotar um padrão de localização de arquivos de configuração etc.
Acho que o crescimento seria muito maior assim
Sei lá! Abraços!
há 1 ano atrás
Oi Glennard Howard Hummes, creio que você esta sendo radical,o ReFiSeFuQui e uma liberdade que o GPL nos traz e tambem uma oportunidade de exercitar a criatividade, sim existem porcarias, sim existem pessoas egocentricas, sim são poucas as imovações mas você esta equivocado em suas criticas, isto e bom ajuda a melhorar uma distribuição seja evitando erros cometidos, seja incorporando melhorias criadas em sintese beneficiando da participação de pessoas egoista. Porém tem que concordar que existem pontos que você esta coberto de razão a GPL deve ser respeitada e não devemos abrir não disso, mas lembre-se o importante e aproiveitar os beneficios quando existirem e deixar que libertem suas imaginações.
há 1 ano atrás
Olá, André. Bem, em primeiro lugar, obrigado por sua opinião. Isso é liberdade.
Em segundo, não estou sendo radical. Sendo usuário GNU/Linux à mais de 13 anos, já experimentei vários “sabores”, e a maioria tinha aquele gosto de chuchu sem sal. Principalmente a maioria das remasterizações brasileiras de verdadeiras distribuições como o Debian, RedHat ou Slackware. Na minha opinião, esse tipo de desserviço à comunidade SL/CA só atrai mais descontentamento por parte do usuário novato, que vê uma miríade de opções sem nenhum diferencial, e ainda tem o sério problema das Refisefuqui’s não seguirem a GPL.
É mais honesto dizer “somos uma remasterização da Aspira Linux com painéis de controle novos e mais facilidade.”, eou então, criar um kit “transforme seu Várzea Linux em Aspira Linux adicionando nosso repositório”… ou então, junte um time grande, compartilhe seus conhecimentos e crie algo que dê segurança ao usuário novato.
há 1 ano atrás
Perfeito !!
Este artigo descreve bem a atual situação da caótica galáxia de distros existentes no Brasil.
Ninguém sabe de onde veio e para onde vai ..
Ninguém segue nada .. e cada dia criam mais uma e mais outra.. é um absurdo!!!
há 1 ano atrás
Recentemente um “dev” de uma ReFiSeFuQui famosa ficou irado porque recebeu criticas online, ameaçando deixar o “desenvolvimento” de sua “distro” e o acabando por fazer minutos depois.
Ironico que sua ReFiSeFuQui era uma ReFiSeFuQui de outra ReFiSeFuQui. O que mudava? wallpaper, temas e alguns scripts traduzidos que nada mais dificultavam a vida dos usuarios que nao aprendem a forma correta de atualizar o sistema, instalar drivers, etc, criando uma turma de dependentes da boa vontade do “dev”. Quer mais egocentrismo que isso?
Uma verdadeira batalha de egos se seguiu por causa de um comentario bobo no br-linux. “Voce nunca fez nada pela comunidade”, “aprendi muito com essa distro”, “sao pessoas como voce que fazem o SL ser o que é”.
há 1 ano atrás
Lendo esse texto automaticamente veio um flashback na minha mente. A uns 3 anos atrás tivemos que fazer uma ReFiSeFuQui para uma instituição que estava em processo de migração. Naquele período as distros como ubuntu ainda não estavam “consolidadas” mas mesmo assim, aos trancos e barrancos, fizemos. Essa distro deu trabalho viu pois dava problema atras de problema hauhauhauahuah!!! Agora estamos utilizando o Ubuntu que resolveu praticamente todos os nossos problemas.
O fato é que essa distribuição teve seu lado positivo e negativo.
O positivo foi que aprendemos muito com nossos erros e soubemos como contorna-los assim como conhecemos a fundo os problemas que o linux enfrentava com drivers de video e impressora.
O negativo é que criamos usuarios dependentes dessa ReFiSeFuQui e tira-los dela ta sendo complicado.
Enfim hoje em dia sempre recomendamos o Ubuntu e chega de remasterização isso da um trabalho dispendioso e desnecessário. Melhor se concentrar em uma só distro e contribuir com ela.
há 1 ano atrás
Lazaro, eu não discrimino Refisefuqui’s se estas forem sinceras, sistemas de produção que servem somente para propósitos pessoais, como até o Morimoto falava do Kurumin, um Linux para “resolver meus problemas e acabaram baixando”. Eu mesmo já fiz minha Glinnux =P
Mas à partir do momento que isto serve de objeto para endeusar e inflar o ego de um pseudo-desenvolvedor de distro, aí é que a coisa muda.
há 1 ano atrás
Cara… nunca consigo ler essa palavra sem começar a rir no meio… não tinha um termo mais fácil não?
Abração!
há 1 ano atrás
Que palavra?
Mas como disse bem o Lázaro no comentário acima, quando são feitas para resolver problemas pessoais, educacionais e empresariais, eles cumprem seu papel. Mas quando servem para apenas se endeusar, papo furado.
há 1 ano atrás
Olá! Gostei do seu artigo e vou dar minha opinião, por NÃO ser da área de TI, meu curso é outro (saúde).
Comprei um notebook que veio com uma distro refisefuqui (KeeP OS), 100% nacional , uma vergonha. Cheio de bugs, na segunda vez que fui usá-lo não se detectava mais a internet wireless, tentei instalar outras distros (Linux Mint 10 e OpenSuse 11.3) ambas indicadas pelo pessoal das comunidades do orkut, que se depararam com a minha indignação em relação à essa refisefuqui. Bom, embora seja uma manifestação da imaginação , como outro colega já citou, acho que é uma faca de dois gumes, pois aquele usuário mais leigo, compra um notebook que diz que “vem com linux”, aí é essa distro mal feita, e acaba com péssimas impressões sobre o linux, preferindo pagar R$400 a mais no produto para adquirir o ruindows e virando “refém” deste burocrático SO.
Não aconteceu comigo, mesmo que meu irmão, acadêmico de análise de sistemas, tenha criticado o linux e me indicado o windows 7, não instalei o ruindows, pois o que me atrai no linux é a segurança (livre de vírus) e também porque sei que existem SO linux bem legais e interessantes, com as mesmas “ferramentas” (desculpe não sei o termo correto) do windows (office, visualizador de imagens, videos, messenger, programa pra gravar cd e dvd, etc.).
O grande desafio é reverter essa péssima impressão sobre o linux, “linux é difícil de usar” , “pra instalar um programa vc precisa de comandos”, e assim por diante, mas pra isso, essas distros mal feitas precisam dar um tempo!
há 1 ano atrás
Tenho um monte de teorias mas nenhuma fundamentada. Por isso não digo nada mas continuo na dúvida: por que os fabricantes insistem em colocar esses pseudo-Linux nas máquinas novas? É tão mais fácil colocar um Ubuntu todo configurado e pronto pra usar!!!
há 1 ano atrás
Milani, o buraco dessas refisefuquis de loja é mais embaixo: os caras apenas tem que cumprir algumas regras, como suporte gratuito por 30 dias após a compra e alguns pontos como suíte de escritório, etc., para entrar no programa “Computador para Todos” e ter o IPI reduzido.
Se é bonita ou funcional, para eles pouco importa mesmo. Mas o grande problema mesmo é que isso gera aquele gosto de meia de sorveteiro na boca de quem tenta usar essas coisas bizarras, e “queima” o resto das distribuições GNU/Linux.
há 1 ano atrás
Testando captcha e detector de browser/OS
há 1 ano atrás
A cara,nem curto essas distros ReFiSeFuQui kkk
Usei por muito tempo o Debian Lenny(talvez volte p/ Squeeze)Arch e atualmente estou muito satisfeito com o Ubuntu(Lucid Lynx).
Queria saber a opinião dos colegas,em relação ao Linux Mint e ao Tuquito…essas “ReFiSeFuQui” tem algumas idéias interessantes,como o Mint Menu e Centro de Controle do Tuquito,Garfio etc o que acham?
Vlw e bom artigo
há 1 ano atrás
Estas distros nunca usei… mas o tal do garfio eu usei para remasterizar e criar uma iso do ubuntu com texlive-full + texmaker + outros programas (de matemática e química) para distribuir na minha aula de LaTeX… bom programa